Mil maneiras de escutar pink floyd
Deu duas sopradas no disco e botou The wall pra rodar, em vinil, na sala, Lets mami there’s no play in the sky... Veio pensativo pra dentro do banheiro. Pegou um papel e uma caneta, olhou pras linhas, olhou pra janela, olhou de novo pras linhas, colocou a caneta no papel escreveu a letra Q, pensou bem, ia escrever querida, não escreveu. Ligou a banheira com água quente, aquele som da água, lembrou-se do rio, do mato, de seus amigos, de um por de sol, riu um pouco, nisso a vitrola anunciava o fim de goodbye blue sky e depois de uns chios de vinil começou empty spaces. Tirou a sua blusa, seu tênis, adorava dia que usava tênis, normalmente usava sapatos. Tirou sua carteira do bolso das calças e no movimento displicente cai uma foto de sua filha. Cueeeeeeel gritou lá na sala a guitarra do disco. Parou, estremeceu diante daquele rostinho, aqueles olhinhos com interrogação, cabelos lisos loirinhos, só não tinha os olhos claros de sua mãe. Uuuuuuh I need a dirty woman! Onde estaria ela? Impossível pensar agora, precisava se concentrar. Ficou nu. Abriu seu vinho e serviu-se, prestando atenção naqueles sons do líquido entrando na taça. A banheira estava cheia e com água quente como precisava. Entrou na água e deu seus goles. Ao servir-se pela terceira vez sua mão escorregadia deixa a garrafa cair. _Mas que coisa essa garrafa. Isto não estava programado. Olhou aqueles cacos de vidro... pensou bem, vieram a calhar, era isso! Uma metáfora de sua vida. Onde ela estaria? Lembrou de sua cultura, sua experiência, sua filosofia. Riu com sarcasmo.
Era agora. Pegou o estilete e cortou seus pulsos. A água ia ficando vermelha lentamente tanto quanto sua visão escurecia, não sentia dor. Da sala ouviu a última música do disco goodbye cruel world...
Era agora. Pegou o estilete e cortou seus pulsos. A água ia ficando vermelha lentamente tanto quanto sua visão escurecia, não sentia dor. Da sala ouviu a última música do disco goodbye cruel world...
12 Comments:
HELLO!?
IS THERE ANYBODY IN THERE??!!??!
Prefiro ouvir indo nos shows da daisy confusa.
hauhuahuahuha
Esses teus pensamentos, não deixam os meus tranqüilos....
Goodbye cruel wine...
Morreu em grande estilo. Já que vamos todos morrer que seja de uma forma memorável.
http://baconnapedra.blogspot.com/
aposto que era domingo...
na verdade ontem eu comecei a compor uma musica sobre esse episódio... outra hora eu canto para vocês.
Taí uma coisa que eu não faria. Ficaria indeciso entre The End, A Day the Life e tantas outras. E também ficaria na dúvida de qual bebida seria meu último porre. Não. Espere. Não me conformaria com um último porre. Nem com uma última música. The show must go on...
http://baconnapedra.blogspot.com/
legal esse texto. Agora vou lembrar da imagem que ele pos na minha mente cada vez que eu escutar esse disco. ahjeuharih
obs; ela nao esta tirando o coracao (meio cliche), eh o estomago mesmo. Como se fosse aquelas maes dos anos 50, machistas, todas certinhas e vivem pra fazer o jantar perfeito. Os filhos pirralhos so querem que ela limpe e fassa o rango. Qual eu desenhei deve ter pirado quando ouviu o filho perguntar o que ia ser servido pra janta.
beijao
SÓÓÓÓHHH PODIX CRÊ!!!!
quanta merda reunida
oO
Isso eu não teria coragem de fazer, mas quem quer saber? Me admiro tua coragem de escrever aqui na internet uma coisa tão insana...logo vc que não o pode ser...
Enquanto você se esforça pra ser, um sujeito normal, e fazer tudo igual; eu do meu lado aprendendo a ser louco.
Mas quem me ensinou a falar sobre possíveis suicídios não foi Raul, foi Rubem Alves em o Quarto do Mistério. Pratico minha insanidade brincando com essas palavras proibidas, que turvaram a visão de Nietzsche, que me batizou de Zaratustra.
Mas obrigado pela audiência, gosto de seus comentários, convido-a a brincar de louca.
Postar um comentário
<< Home